Nedson avisa que vetará privatização da água
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de abril de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O prefeito Nedson Micheleti (PT) adiantou ontem que irá vetar qualquer proposta que parta da Câmara de Vereadores que abra caminho para a privatização do sistema de água e saneamento na cidade. Após dois anos de debate com a Câmara, o Executivo encaminhou, no dia 4, um novo projeto prevendo a concessão do serviço através de licitação. No entanto, o Executivo defende abertamente a renovação do contrato com a Sanepar, mediante dispensa de licitação.
O posicionamento do Executivo tem sido um dos principais pontos de embate com o Legislativo. No final de dezembro, os vereadores rejeitaram o projeto encaminhado pelo prefeito e aprovaram um substitutivo elaborado por uma comissão especial, que defende a abertura de processo licitatório.
Nedson espera que o projeto tramite rapidamente na Câmara. ''O debate está bastante acumulado, espero que seja bastante rápido e que a conclusão dele seja sem ter nenhuma cláusula que leve à privatização desse serviço. Se tiver qualquer coisa deste tipo, vou estar vetando, não vai ter nem uma vírgula sobre possibilidade de privatização no serviço de água e saneamento. Este é o ponto chave, é o ponto nevrálgico do projeto'', afirmou.
O prefeito também comentou ontem a mudança na presidência da Sercomtel e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Na próxima segunda-feira, João Rezende deixa a telefônica para assumir a chefia de Gabinete do Ministério do Planejamento, comandado por Paulo Bernardo. Gabriel Ribeiro de Campos assume a Sercomtel e deixa a presidência da CMTU nas mãos do diretor de Marketing da Sercomtel Fixa, Francisco Moreno. O cargo de Moreno será acumulado pelo diretor de Marketing da Sercomtel Celular, Bernardo Pellegrini. ''Readequamos a equipe sem mudar a linha de governo, continuamos com a mesma atuação, e garantimos essa presença de Londrina no governo federal'', disse, descartando outras mudanças no secretariado.
Para Nedson, o arquivamento do projeto que previa a revogação da lei que condicionada a venda de ações da Sercomtel à realização de uma consulta popular, encerra as discussões sobre uma possível venda da empresa. ''A minha diretriz é que esse assunto está encerrado. Vamos continuar o trabalho de gestão da empresa, de enfrentar a concorrência, de ampliar investimentos dentro do tamanho da nossa perna. Temos esse enfrentamento e vamos estar pedindo mesmo que o cidadão e a cidadã londrinense, as empresas apóiem e optem pela Sercomtel. Se Londrina não optar pela Sercomtel, a Sercomtel fica inviabilizada. Esse é o único caminho para que possamos enfrentar a concorrência'', avaliou.


