O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), e o diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Ivan Gradowski, assinam hoje em Curitiba o convênio para a realização do plebiscito sobre a venda da Sercomtel Celular. A minuta do convênio foi elaborada com base na resolução do tribunal, onde foi estabelecido que o município será responsável pelos custos do pleito, marcado para o dia 19 de agosto.
O convênio será assinado às 14h30 e, segundo Nedson, será apenas um ato administrativo. ‘‘Vamos fazer o plebiscito com a máxima redução de gastos possível’’, afirmou.
De acordo com o secretário de Administração e Recursos Humanos, Rubens Menolli, a prefeitura descartou a transmissão instantânea do resultado das urnas para o local de apuração dos votos. Pelo cálculo inicial do TRE, se fosse utilizadas 477 seções eleitorais, o plebiscito custaria R$ 100 mil, mas haveria uma redução de 40% nos gastos sem a utilização do sistema on line. Segundo Menoli, o sistema convencional, reduzindo o preço para aproximadamente R$ 60 mil, mostrou-se mais viável.
A prefeitura ainda não sabe se irá pedir a convocação extraordinária dos vereadores (que estão em férias) para votar abertura de crédito especial, porque os gastos com o plebiscito não estão previstos no orçamento municipal. Nedson pediu aos técnicos da prefeitura que analisem a possibilidade das despesas serem lançadas em dotações já existentes. Com isso, ele evitaria levar o assunto ao Legislativo. ‘‘Estamos tentando encaixar cada coisa em sua devida rubrica’’, explicou o prefeito.
Nedson disse que irá conversar com o presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), sobre a eventual necessidade de convocar os vereadores durante o recesso. ‘‘A Câmara também pode estar de acordo e votar na primeira quinzena de agosto’’, analisou.
A realização de plebiscito para definir se a Sercomtel Celular deve ou não ser vendida foi determinada por lei municipal, de autoria de Turini. Nedson tentou revogar essa obrigação, porém o projeto do Executivo não passou pela Câmara.

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