O prefeito eleito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), anunciou ontem oficialmente sua equipe de governo, com a redução de cinco dos 27 cargos atuais no primeiro escalão. A equipe de governo é formada por nove filiados do PT, três do PPS, um do PHS, um do PFL, um do PMDB e seis que se declaram sem partido. Apesar do número de partidos, o prefeito negou que tenha montado um secretariado para acomodar forças que apoiaram sua campanha. ‘‘Muita gente da campanha não está na equipe. Vários secretários têm um perfil puramente técnico, outros um perfil técnico e político. Nenhum dos cargos teve nomeação por acomodação política’’, garantiu.
Nedson supreendeu com a escolha de nomes ‘‘desconhecidos’’, como a advogada Cláudia Prochet para a Autarquia de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf) e a professora Magda Madalena Tuma para a secretaria de Educação. ‘‘Fiz minhas orações e também pedi para que as pessoas orassem para que pudéssemos escolher os melhores nomes’’, disse.
O vice-prefeito, Luiz Carlos Bracarense Costa (PPS), irá acumular a secretaria de Obras e a presidência do Sistema de Pavimentação de Londrina (Pavilon). Ele informou que uma das prioridades da pasta será dar infra-estrutura a assentamentos, onde os moradores ‘‘vivem em condições sub-humanas.’’ Para isso, segundo ele, serão utilizados recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O novo presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Jurandir Guatassara Boeira, foi indicado pelo Clube de Engenharia e Arquitetura (Ceal) e pelo Sindicato da Industria da Construção Civil (Sinduscon). O setor empresarial da cidade foi o responsável pela escolha de Octávio Cesário Pereira Neto (PFL) para a Companhia de Desenvolvimento (Codel).
O ex-vereador Francisco Roberto Pereira (PT) foi confirmado para o cargo de presidente da Sercomtel S/A. Funcionário de carreira há 26 anos e atual gerente de faturamente da empresa, Francisco Roberto afirma que a prioridade será manter a Sercomtel como uma empresa competitiva. Segundo ele, o resgate das ações vendidas à Copel não seria viável porque o município precisaria de pelo menos R$ 180 milhões.
‘‘Seria muito difícil. O município já deve em torno de R$ 520 milhões’’, avaliou Francisco Roberto. Para manter a Sercomtel no mercado, ele afirmou que a empresa terá que atender com rapidez, qualidade e eficiência, superando as expectativas do cliente.
De todas as secretarias existentes, a única que ficou sem secretário é a do Idoso. Nedson explicou que irá discutir sobre sua atuação e analisar se a pasta será extinta.
Segundo Nedson, a prioridade será buscar o equilíbrio das contas públicas, ‘‘equacionando’’ a dívida da prefeitura, de R$ 528 milhões. ‘‘Vamos gastar o mínimo e, se possível, fazer milagres’’, brincou. Para reduzir as despesas da prefeitura, Nedson adiantou que uma das medidas será diminuir o número de cargos comissionados de 132 para 60. (Colaborou Lucilia Okamura)

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