O prefeito e candidato à reeleição Nedson Micheleti (PT) deverá anunciar hoje o nome do novo candidato a vice-prefeito nestas eleições. Ontem, o fisioterapeuta Edson Kishima (PHS), conhecido como ''Shoyu'', oficializou a renúncia da disputa.
A candidatura de Kishima e a coligação do PHS com o PT, foram registradas dia 5, mas desentendimentos entre os diretórios municipal e estadual do PHS, acabaram por levar à Justiça Eleitoral duas atas de convenção do partido. A convenção do municipal realizada dia 29 consolidou a coligação com o PMN, do candidato a prefeito Félix Ribeiro. Conforme o presidente do diretório estadual do PHS, o diretório municipal foi dissolvido no dia 28, o que invalidaria a convenção. No dia 30, o diretório estadual indicou Kishima para compor a chapa de Nedson. As duas atas deverão ser encaminhadas hoje ao juiz da 41 Zona Eleitoral, Jurandir Reis Júnior.
''Quando eu percebi que o meu partido estava dividido, conversei com o PHS, com o pessoal do PT, que só estaria entrando mesmo e daria continuidade neste processo se houvesse unidade no PHS municipal com o estadual. Como não houve, e eu tenho percebido que não vai haver conversação de ambas as partes, então estamos saindo para não comprometer de modo especial o PHS municipal, onde eu tenho amigos'', justificou Kishima, confirmando o posicionamento colocado à Folha desde o dia primeiro de julho.
Segundo Kishima, desde a indicação ele trabalhou pelo consenso entre os dois grupos do PHS. ''Eu percebi que tanto na estadual como na municipal não existia intransigência nem da coligação com o PT, nem com relação ao meu nome. O problema era a maneira como foi realizada essa indicação pela estadual'', disse. ''O erro maior foi meu pela falta de informação do que estava acontecendo com o PHS estadual e municipal. Como não estava a par de tudo isso, aceitei (a indicação) acreditando que o PHS estava junto como um todo.''
Conforme Kishima, a decisão em sair da disputa foi tomada no final de semana passado, mas foi dado um prazo para o anúncio para que o grupo de Nedson pudesse escolher outro nome. ''Sei que isso pode atrapalhar um pouco o processo eleitoral, só que eu precisava tomar uma decisão como essa porque estava envolvido também a minha pessoa.'' O fisioterapeuta, que nunca disputou uma eleição, definiu como ''não tão agradável'' sua estréia na política.
''Nada contra o PT, nada contra a indicação, mas já existia um processo em andamento e por causa da divergência entre os grupos teve cada um caminhando para um lado. Queremos continuar, permanecemos no processo, querendo construir o PHS e participar das eleições deste ano'', afirmou a ex-presidente do PHS de Londrina, Flávia Romagnoli.
De acordo com o presidente da comissão interventora municipal do PHS, Josélio Urias, há outros nomes no partido que poderão ser indicados. ''Depende também da coligação e do prefeito Nedson. Infelizmente não pudemos contar com o Shoyu mas vamos tentar, estamos convernsando com o prefeito'', disse. Outro partido que poderá indicar o vice é o PL.
Nedson lamentou a renúncia de Kishima e disse que deverá anunciar o novo candidato a vice hoje. ''Já estava esperando por isso. É claro que o partido estava dividido, por isso já esperava. Estava contente com a escolha dele mas ele foi muito coerente. Foi uma perda'', disse o prefeito.

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