O prefeito Nedson Micheleti (PT) enviou ontem nota à FOLHA, por meio do Núcleo de Comunicação, informando que já concedeu reajuste de 25,05% para os servidores municipais em seus sete anos de governo. Segundo a nota, ''os índices foram dados ao funcionalismo municipal em março de 2003 e janeiro de 2004. Além disso, o prefeito concedeu em 2002 um abono salarial de R$ 70,00''. Na próxima segunda-feira, servidores e Prefeitura voltam à negociação para debater a proposta de reposição salarial de aproximadamente 5% -incluindo auxílio alimentação -, referente às perdas inflacionárias de janeiro a junho de 2008.
A representante do sindicato que representa a categoria (Sindserv) na comissão de negociação, Ivanira Carraro, disse achar ''estranho'' o teor da nota da Prefeitura. Para ela, cerca de 1.400 dos 9.500 servidores ativos e inativos da administração tiveram aumento nos últimos sete anos, mas a maior parte da categoria não teve reposição.
''Cadê a isonomia? Só agora ele percebeu que já deu aumento?'', ironizou. A representante dos servidores acrescentou que os aumentos beneficiaram, especialmente, as categorias ligadas à arrecadação de impostos, entre fiscais e técnicos da Fazenda e Planejamento, e as assistentes sociais, que são responsáveis pelos programas de maior apelo político. Médicos, enfermeiros e procuradores jurídicos também foram contemplados com medidas do gênero, assim como um grupo de 40 servidores da Gestão Pública responsável pelo setor de licitações: há pouco mais de dois anos, por exemplo, lei do Executivo concedeu adicional de R$ 800 nos salários desses profissionais. ''O restante do funcionalismo não teve nada - é para esse restante também que estamos brigando'', disse.
Durante coletiva para anunciar apoio de cerca de R$ 1 milhão à cultura londrinense (veja matéria na Folha2) ontem de manhã, Nedson falou sobre o reajuste dos servidores. ''Ainda encontramos dificuldades, mas entramos numa faixa de equilíbrio. A Prefeitura pode gastar 51,3% com pessoal. Creio que vai permitir ficar em torno dos 4%. Outros itens da pauta de reivindicações dos servidores, como o auxílio alimentação, estamos vendo o impacto. Porém, outras propostas dos servidores serão impossíveis de atender neste momento'', afirmou. (Colaborou Francismar Lemes/Reportagem Local)

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