O prefeito Nedson Micheleti (PT), que retornou ontem de Belo Horizonte (MG), não escondeu o descontentamento com a decisão da Câmara de manter o plebiscito. Disse ainda que se a consulta popular demorar para ser realizada, pode desistir da venda da empresa.
‘‘Eu queria que aprovasse o projeto para poder vender a Sercomtel Celular sem plebiscito, mas infelizmente não tive o apoio na Câmara, que majoritariamente acha que tem que ter plebiscito. Então iremos encaminhar assim’’, desabafou Nedson.
Segundo o prefeito, para que a Sercomtel Celular não tenha prejuízos ‘‘com o desgaste’’ que o plebiscito poderá gerar, a consulta popular deveria ser realizada até o final de julho. ‘‘Deve acontecer o mais rápido possível’’, resumiu. ‘‘É o que eu dizia antes: se tivesse a exigência do plebiscito, que aconteceria no final do ano, a venda da Sercomtel Celular só poderia acontecer lá por meados do ano que vem, o que inviabilizaria a própria operação e desvalorizaria a empresa’’, justificou o prefeito.
Nedson também não descartou a possibilidade de desistir de vender os 55% de ações da Celular que pertencem ao município. ‘‘Se o plebiscito for feito rapidamente nós vamos ainda encaminhar o projeto de venda’’, afirmou. ‘‘Caso contrário, vou estar analisando isso no decorrer do processo, verificar quais as medidas que a Câmara vai tomar, para ver que medida eu vou tomar.’’ (C.O.)

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