Nedson admite rever desconto polêmico
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sexta-feira, 08 de abril de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Presente ontem à abertura oficial da 45 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, o prefeito Nedson Micheleti (PT) afirmou que o desconto de oito dias por conta da greve que durou 30 pode ser revisto na negociação marcada para terça-feira. ''Analisaremos todos os 28 itens da pauta de reivindicação, entre os quais, a pedido do sindicato, está a questão dos dias parados. Mas só fecharemos acordo global'', avisou.
Nedson negou que tenha desrespeitado o acordo assinado com o sindicato que representa a categoria, o Sindserv, na terça-feira passada. Pelo documento que suspendeu a paralisação, em assembléia, o chefe do Executivo londrinense concordaria em negociar os dias parados imediatamente após o fim da greve, ''sem prejuízo nas avaliações''. No dia seguinte, porém, em reunião com veeradores, o prefeito resolveu em decreto descontar oito dias em pecúnia, em quatro vezes, e compesar os demais 23 em horas extras.
''Com certeza essa foi a melhor decisão, porque assim tratei de forma igual todos os funcionários. Foi o mais justo. Se o professor tem que repor aula, os outros têm que repor em hora extra. O período em que não teve aulas será descontado, para os outros será da mesma forma'', disse. Segundo o petista, a justificativa para a atitude seria a viabilização da folha de pagamento do mês de março. ''Não deixaria a folha sem ser implementada e aguardar a vontade do sindicato em negociar. Terça tem negociação, mas quem garante que chegará a um acordo no final? Eu não podia aguardar isso'', definiu.
Ainda conforme o prefeito, o acordo assinado não exigia negociação prévia dos dias de paralisação com os servidores. ''Isso só na terça'', resumiu. Sobre as críticas de vereadores que se reuniram com ele na quarta, foi enfático: mudar de posição seria ''demagogia''. Logo após o encontro, na ocasião, o tucano Tercílio Turini chegou a dizer que o prefeito parecia estar ''magoado, com ódio, muito rancor'' ao estabelecer o desconto. ''A Câmara pediu para eu não descontar os dias. Só faltava essa: seria o cúmulo do absurdo ter de pagar hora extra a servidor que fez greve 30 dias para repor aulas em escolas ou os demais serviços'', considerou.
O resultado da negociação de terça-feira será levado a apreciação dos servidores em nova assembléia.


