Neco deve depor na próxima semana sobre o grampo
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de novembro de 1998
Patrícia Zanin 
O delegado Vinicius Augustus de Carvalho, da Delegacia de Ordem Social, em Curitiba, pretende ouvir na próxima semana o depoimento do presidente do Banestado, Manoel Campinha Garcia Cid, o Neco Garcia, para saber detalhes sobre o radiotransmissor encontrado sob a mesa da sala da diretoria do Banco no bairro Santa Cândida, em Curitiba. Segundo o delegado, Neco Garcia já recebeu ofício para prestar depoimento, mas a data ainda não está definida. Ele está com a agenda cheia, mas vamos tentar conciliar.
Carvalho preside o inquérito instaurado para apurar responsabilidade na colocação do equipamento. Esta semana, ele ouviu os dois técnicos que localizaram o aparelho e uma secretária do Banco. Eles não trouxeram muita notícia diferente do que já se sabia.
De acordo com Carvalho, os técnicos informaram que foram chamados para fazer uma varredura no Banestado a pedido de Garcia, que disse estar desconfiado de que os assuntos discutidos nas reuniões da diretoria estavam vazando com frequência. O equipamento, segundo os técnicos, foi localizado no dia 9 e estaria instalado precariamente. Foi coisa de amador, disse um dos técnicos ouvidos pela Folha recentemente.
Carvalho quer ainda ouvir peritos do Instituto de Criminalística e técnicos da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para que eles colaborarem na parte técnica do inquérito. Carvalho não descarta a realização de um exame na sala onde o aparelho foi encontrado. Até agora não foram divulgadas gravações das conversas de diretores do Banco.


