O presidente do Banestado, Manoel Campinha Garcia Cid, negou ontem que o banco tenha adulterado balanço para evitar sua liquidação. A denúncia foi feita pelo advogado da empresa Freezagro, João Henrique Cruciol, que também acusou o Banco de ter falseado dados contábeis e enganado o governo federal ao reivindicar verba pública para ser privatizado. As denúncias foram protocoladas na terça-feira no Banco Central (BC), em Curitiba, quando Cruciol pediu intervenção do BC no Banestado e sua liquidação.
‘‘Essa empresa está prestes a decretar falência’’, desdenhou Garcia. Ele admitiu que o Banco está requisitando a falência da indústria, que trabalhava com alimentos supercongelados em Cambé (13 km a oeste de Londrina). ‘‘Como presidente do banco, tenho obrigação de receber a dívida. O Banestado é o maior credor e pode indicar um síndico para negociar a venda da empresa’’.
Ele estima as dívidas da Freezagro com o Banestado em R$ 32 milhões. Cruciol nega os débitos. ‘‘Não devemos. Mas se o Banestado diz que temos dívidas, quero um encontro de contas’’, desafiou. Segundo ele, dos 17 pedidos de falência contra a empresa no Fórum de Cambé restam quatro. ‘‘Em breve só restará um, do Banestado, que estamos contestando’’. Segundo ele, a empresa está operando com 40 funcionários e tem dívidas de R$ 2 milhões ‘‘em negociação’’. (P.Z)

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