Nas secretarias, dia de pôr 'ordem na casa'
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sexta-feira, 17 de novembro de 2006
Fábio Cavazotti<BR>Reportagem Local 
O primeiro dia de trabalho no prédio da prefeitura após mais de 100 dias de paralisação dos servidores municipais foi usado pela maior parte dos secretários para colocar 'ordem na casa'. Algumas secretarias que funcionaram em órgãos externos durante a greve começaram a trazer de volta computadores e documentos.
Na Secretaria de Educação, parte dos serviços ainda foram realizados na Supercreche - que funcionou como gabinete provisório nos últimos três meses. O secretário de Obras, Aloísio Crescentini, permaneceu ontem em Florianópolis ''tratando de assuntos particulares'' e deve retornar a Londrina nesta sexta-feira.
O prefeito Nedson Micheleti, que esteve de manhã no gabinete para conceder entrevista à imprensa, deixou o prédio perto das 11h00 e não retornou à tarde. No Núcleo de Comunicação da Prefeitura, a Folha recebeu informação de que ele estava ''rodando'' os órgãos públicos com o assessor de imprensa, Ricardo da Guia Rosa, mas, por telefone, o jornalista informou que desconhecia o paradeiro de Nedson. ''Ele está em reunião fora'', disse genericamente.
O secretário de Planejamento, Sérgio Plínio, afirmou que o sistema informatizado da prefeitura levará ''alguns dias para voltar ao normal''. ''Temos que refazer a configuração porque usamos uma rede externa durante a paralisação.'' Segundo Plínio, a Secretaria de Planejamento já tem 100% dos funcionários trabalhando.
O controlador do Município, Sinival Osório Pitaguari, disse que o primeiro dia de trabalho foi para ''checar o ambiente''. ''Estamos vendo como ficou a documentação e recolocando os computadores. Por sorte, pressentimos que a greve ia demorar e levamos metade das máquinas para a secretaria de Cultura e Policlínica na véspera da paralisação.'' De acordo com ele, os serviços mais prejudicados foram os requerimentos e prestação de informações ao Tribunal de Contas (TC). ''Oficiamos o Tribunal e informamos que responderíamos o mais rápido possível.''
A secretária de Educação, Carmem Sposti, afirmou que até semana que vem será concluído estudo sobre a reposição de aulas em algumas escolas. ''As turmas que tiveram aulas dispensadas terão reposição, mas ainda não temos os dados precisos'', afirmou. De acordo com a secretária, a paralisação atingiu mais fortemente os Centros de Educação Infantil (CEIs), que terão ano letivo encerrado sem reposição em razão de não terem grade curricular.


