Nas mãos do PT, o destino da aliança
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segunda-feira, 17 de junho de 2002
João Domingos<BR>Agência Estado 
Brasília - Com dificuldades para fechar a coligação com o PT, o PL deixou nas mãos da direção nacional do partido do candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva o destino da aliança para a disputa pela Presidência. O presidente nacional do PL e líder da legenda na Câmara, Valdemar Costa Neto (SP), afirmou ontem que a solução para as pendências em nove Estados onde ainda há dificuldades dependem só do provável parceiro. - De nossa parte, não há mais entraves; agora, é com o PT, disse.
Costa Neto lembrou que as normas internas do PT permitem que a executiva nacional baixe uma resolução que torna obrigatória aos diretórios estaduais a obediência à decisão nacional. Se for esta a solução, será feito hoje o anúncio de que as duas siglas fecharão mesmo a aliança nacional, com Lula candidato a presidente e o senador José Alencar (PL-MG) a vice-presidente.
No PT, a cúpula conversou sobre a possibilidade de tomar a decisão de fechar a coligação com o PL e determinar aos diretórios estaduais que sigam a ordem da direção nacional. Mas o presidente nacional da sigla, deputado José Dirceu (SP), teme que o ato de força possa sofrer fortes oposições regionais, o que provocaria no PT uma indesejável crise às vésperas da eleição.
O partido lançou, oficialmente, o candidato a presidente. Mas só fará a convenção nacional que decidirá também pela aliança e pelo nome do candidato a vice-presidente no dia 30. O PL marcou o encontro para o prórimo domingo. Se hoje, no encontro que terá com Dirceu, receber a garantia de que o PT determinará aos diretórios estaduais que obedeçam ao nacional, Costa Neto orientará os votos dos convencionais para a aprovação da coalizão.


