Curitiba - Além da queda no FPM, a educação enfrenta problemas estruturais que se arrastam há anos, em parte pela escassez de recursos. A violência já é uma reclamação comum nos portões dos colégios. É o caso do colégio estadual Abrahan Licoln, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O colégio fica no centro da cidade, próximo a uma praça onde à noite é comum a presença de gangues. ''Há brigas, essa violência é um problema'', desabafa o vice-diretor Gilberto Martins Queluz.
''O patrulhamento não é suficiente, chamamos a polícia às vezes, mas falta segurança para os estudantes'', diz o professor. Na opinião dele, mais investimentos na área de segurança beneficiariam os alunos.
A secretária municipal de Educação, Maria do Rosário Martinez de Barros Amato, de Bocaiúva do Sul (RMC), revela outra fragilidade do sistema educacional: os professores. Segundo a secretária, o corpo docente precisa melhorar a qualidade, e para isso são necessários investimentos. Ela não tem ainda um levantamento exato sobre os recursos que terá disponíveis, considerando a redução do FPM. ''Temos 50% dos professores num patamar bom, 10% tolerável e 40% muito ruim'', avalia. (M.D.)

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