Não vou ser candidato a nada nesta eleição
Brasília O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou ontem, no depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos, que não será candidato nas eleições deste ano. A informação foi dada em uma resposta sobre críticas a seu nome e ao de ex-assessores que seriam, disse ele, fruto da eventual possibilidade de ele ser candidato em 2006. ''Não vou ser candidato a nada nesta eleição'', garantiu o ministro, logo no início do depoimento. ''Denúncias surgem todas as vezes que tem eleição'', completou. O ministro deixou claro, no entanto, que não pretende abandonar a vida pública e que pretende se candidatar em eleições futuras.
Palocci foi recebido pela oposição com tapete vermelho e sequer interpelado pelos governistas. O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) chegou a dizer que não via nada de mais no uso, pelo ministro, de um avião Sêneca do empresário Roberto Colnaghi. A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), mais rigorosa, acusou o ministro de ''mentir o tempo todo'' sobre as relações com seu ex-secretário e hoje adversário Rogério Buratti.
O único momento de tensão foi um bate-boca entre o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), e o tucano Arthur Virgílio (PSDB-AM). ''A oposição concentrou suas perguntas nas questões sobre sua gestão em Ribeirão Preto. Alguns que falaram aqui são ex-governadores, ex-prefeitos que têm uma lista de inquéritos por irregularidades'', disse Mercadante. Virgilio deu o troco: ''Fui prefeito de Manaus e não tinha ninguém parecido com o Poleto nem o Buratti (ex-assessores do ministro Palocci). Não estamos discutindo aqui índices de desemprego e sim corrupção''. O ministro amaciou: ''O Mercadante quis imputar uma postura agressiva à oposição com a qual não concordo''. (R.C. e E.C./AE)





