O vereador e membro da Comissão de Ética, Lourival Germano (PT), foi um dos parlamentares que reconheceu a necessidade urgente de mudanças. ''Acho que a Comissão de Ética deve montar e apresentar à presidência nossa avaliação. Temos que fazer algumas alterações de comportamento e sobre a forma de conduzir os trabalhos. Tudo que está acontecendo, certo ou errado, deve ficar melhor gravado, desde o nome de quem está fazendo até a forma como vota'', afirmou. ''Eu creio que quase todos os mecanismos do dia a dia precisam passar por um processo de reavaliação''.
Até mesmo as votações em urgência por solicitação da prefeitura, comuns às vésperas do encerramento do ano legislativo, foram alvo de críticas de Germano - que já foi líder do Executivo. ''Precisa haver mais coerência. O Executivo tem que ter prazo regimental para apresentar projetos. Não dá mais para fazer votações em três dias'', disse .
O presidente da Comissão de Ética, Roberto Kanashiro (PSDB), concorda com a necessidade de rever os procedimentos internos. ''Com certeza essa polêmica toda tem levado a muita reflexão sobre as votações. Devemos clarear melhor as coisas em alguns casos antes de votar'', afirmou - em referência ao caso Caldarelli. Sobre os substitutivos, Kanashiro afirmou que não vai mais permitir ''enxertos'' em matérias de sua autoria. ''Isso, principalmente para assuntos que não tem nada a ver''.
O presidente da Câmara, Sidney de Souza, também reconheceu a necessidade de mudanças. ''Depois de tudo que foi arrolado, acredite se quiser: até então não tinha malícia negativa com projetos nessa linha. Isso foi despertado depois de tudo que aconteceu. A grande lição que já tivemos é que não esse tipo de coisa não pode mais acontecer'', afirmou. (F.C.)

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