Não vai ter golpe, avisa Lula em ato pró-Dilma
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sexta-feira, 18 de março de 2016
Folhapress 
São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou ontem do ato pró-governo de Dilma Rousseff, e ao ser saudado pelos manifestantes -
que gritavam "Lula guerreiro", "não vai ter golpe" e "fora, Cunha" - também gritou: "Não vai ter golpe". "Eu virei outra vez 'Lulinha paz e amor'. Não vou lá para brigar, vou lá para ajudar a companheira Dilma a fazer as coisas que ela precisa fazer por esse país", afirmou Lula, em seu discurso. Segundo a organização, 250 mil pessoas participaram do ato. A PM não fez estimativa.
"Eu acho muito engraçado que essa semana inteira alguns setores ficaram dizendo que nós somos os violentos. E tem gente que prega a violência contra nós 24 horas por dia", discursou o ex-presidente, cuja nomeação ao cargo de ministro-chefe da Casa Civil está sendo contestada na Justiça.
"Venho dizer aos companheiros que fazem protesto contra mim: protestem, eu nasci na vida protestando, fazendo greve, fazendo campanha pelas Diretas. Mas eu queria dizer que eles têm que saber que estas pessoas que estão aqui, de vermelho, são parte das pessoas que produzem o pão de cada dia do povo brasileiro. Elas não estão aqui porque tiveram metrô de graça, não estão aqui porque foram convocadas pelos meios de comunicação a semana toda. Elas estão aqui porque sabem o valor da democracia, porque sabem o valor de fazer o pobre subir uma escala no degrau da economia. Se eles comem três vezes por dia, nós queremos comer três vezes por dia", discursou Lula.
"Essa é a verdadeira posse de Lula como ministro da esperança do país", disse Rui Falcão, presidente do PT, em cima do carro de som onde está Lula.
Ônibus chegaram do interior de São Paulo e do ABC com manifestantes. Eles usavam roupas vermelhas soltaram até uma fumaça desta cor na avenida, tocaram o jingle que lançou Lula em 1989, "Lula lá, brilha uma estrela" e cantaram "agora, ficou sinistro, o Lula virou ministro". Manifestantes criaram uma jararaca de tecido e cartolinas, em alusão ao animal escolhido por Lula para personificar a si próprio.
Atos pró-governo ocorreram em pelo menos 25 estados e no Distrito Federal, nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Curitiba, Brasília (DF), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Florianópolis (SC), Recife (PE), João Pessoa (PB), Salvador (BA), Aracaju (SE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Belém (PA), Teresina (PI), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), São Luís (MA), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Campo Grande (MS), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Cuiabá (MT).
PRÓ-IMPEACHMENT
Pelo menos oito Estados tiveram atos contra o governo: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Alagoas e Rio Grande do Sul.
Pela manhã, em São Paulo, manifestantes pró-impeachment foram tirados à força pela polícia da Avenida Paulista.


