Brasília - Um dia após se lançar oficialmente na disputa pela presidência do Senado, a líder do MDB na Casa, Simone Tebet (MS), disse nesta terça-feira (22) que não é candidata do governo e reclamou da interferência do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na eleição parlamentar. Tebet afirmou ter tomado conhecimento de que o DEM manteria a candidatura do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), apesar de o MDB ter a maior bancada da Casa, e que o partido preferiria a candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) por, supostamente, ser um nome mais fácil de ser abatido por causa dos arranhões em sua imagem provocados pelos 18 inquéritos do qual já foi alvo no STF (Supremo Tribunal Federal).
"Por parte do DEM, já tive uma conversa, uma sinalização de que interessaria até para o DEM uma candidatura do Renan contra eles porque, mesmo com voto fechado [secreto], eles acham que poderiam ganhar do MDB", disse a senadora.
Questionada sobre se entende haver dedo de Onyx, respondeu que sim. "O que circula na Casa muito fortemente é que o DEM tem uma preferência por uma candidatura do MDB frágil porque o DEM quer a presidência do Senado. É o DEM, não o governo. Porque o governo quer a governabilidade", disse a senadora, lembrando que "não se vota uma reforma da Previdência sem ter a maior bancada apoiando". Procurado por meio de sua assessoria, Onyx informou que não iria se manifestar.

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