''Não poderíamos ficar a mercê de um grupo de baderneiros''
FolhaFolha O que o senhor pretendia fazer em relação ao movimento dos estudantes, caso eles não deixassem o prédio, no tumulto de quinta-feira passada?
Hermas Brandão Se eles não tivessem esvaziado o plenário até às 13 horas, entraríamos na Justiça com uma medida cautelar. Não poderíamos ficar à mercê de um grupo de baderneiros. Não eram só estudantes que estavam lá. Tinha de tudo um pouco.
Folha Como foi controlada a entrada e a saída dos manifestantes durante a noite?
Brandão Distribuí uns 100 cartões de visita meus, para que eles pudessem apresentar na portaria, como uma senha.
Folha Como o senhor avalia essa manifestação?
Brandão A Assembléia é o palco das discussões, para todos os temas do Paraná. Acho justo que todos tenham o direito de opinar e reclamar, mas baderna não posso admitir de forma nenhuma. E isso foi uma baderna. Vamos fazer uma perícia técnica e responsabilizar todos os partidos políticos e movimentos que danificaram as instalações do plenário, até porque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nos obriga a tomar certas atitudes. Podemos não receber ressarcimento pelos danos materiais, mas pelo menos vai ficar registrado na Justiça. Na verdade, eu não esperava que chegasse a esse ponto. Acredito que todas as manifestações são bem-vindas, desde que sejam pacíficas. Esse tipo de bagunça, destruindo o patrimônio público, a população não aprova.
Folha Qual foi o maior estrago no plenário?
Brandão O sistema de som. Ficamos sem microfones. Algumas poltronas foram danificadas e as mesas riscadas. Uma porta de vidro na entrada das galerias foi quebrada.
Folha Quando estará concluído o levantamento do prejuízo?
Brandão Espero esteja concluído até segunda-feira (hoje) ou terça.
Folha O episódio desgastou o governo e a Assembléia?
Brandão O desgaste existe. Mas não tinha outro jeito, eu precisava garantir a segurança. O que mais poderia fazer?





