Curitiba - O presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, disse que os trechos que foram leiloados são de maior fluxo no País. Ele comentou que sabia que a OHL viria com muita força para participar da disputa porque é um dos maiores grupos econômicos do setor de construções da Europa e atua ainda em países asiáticos, Estados Unidos, Canadá e Chile.
A OHL vai cobrar R$ 1,02 por praça de pedágio entre Curitiba e Florianópolis. A Ecovia cobra R$ 10,90 para o trecho entre Curitiba e Paranaguá, por exemplo. As tarifas das concessionárias que atuam no Paraná variam de R$ 4,30 a R$ 10,90.
Chiminazzo explicou que agora, as concessionárias que venceram o leilão estão vivendo um outro momento do Brasil e das concessões de rodovias, com programas e trechos novos. ''Não se pode fazer uma comparação simplista com o anel de integração do Paraná que foi realizado em um momento com alto risco-Brasil que somou-se ao risco-Requião.''
''Não podemos comparar as coisas nominalmente. A tarifa da Ecovia é para operar 136 km entre Curitiba e Paranaguá. A concessionária pegou as estradas em estado lastimável e teve que fazer uma série de obras e viadutos'', destacou.
Segundo ele, os maiores investimentos terão que ser realizados no trecho Curitiba-São Paulo em ampliação da pista e duplicação. O investimento previsto é de R$ 4,3 bilhões. No trecho entre Curitiba e a divisa com Santa Catarina e o Rio Grande do Sul o investimento é de R$ 1,8 bilhão ao longo de 20 anos. De acordo com ele, Curitiba-Florianópolis só precisará ser mantida e conservada. O investimento previsto é de R$ 3,5 bilhões em 25 anos. (A.B.)

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