Não perdi o sono, diz senador que livrou Sarney
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domingo, 09 de agosto de 2009
Alexandre Rodrigues<b>Agência Estado 
Rio de Janeiro - Depois de arquivar sumariamente as últimas sete denúncias de quebra do decoro parlamentar contra o senador José Sarney (PMDB-AP), o presidente do Conselho de Ética do Senado, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), aproveitou o Dias dos Pais com os dois filhos e os quatro netos no Rio, sem dramas de consciência. Ele se diz certo de que, como um magistrado, acertou ao recusar os processos contra o presidente do Senado sem se deixar pressionar pelo clamor popular pela queda de Sarney diante das evidências de nepotismo e tráfico de influência.
''Não perdi o sono. Senti-me feliz da vida por ter feito aquilo, porque a pressão era muito grande para que fizesse o contrário. Preferi agir mais com a minha consciência do que fazer com aplauso fácil'', diz o senador.
Sobre a representação contra o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), acusado de ter remunerado funcionário fantasma em seu gabinete, Duque diz não poder adiantar a avaliação que deverá fazer nesta semana. Ele se diz pressionado ''até certo ponto'', mas apenas pela reação da imprensa. ''A ordem é matar, esquartejar'', brinca, sobre os jornais.
O senador tem uma visão mais positiva do Senado. Otimista, crê que a crise passará e a Casa se renovará para melhor. ''Acho que, no final das contas, vamos conseguir elevar o Senado.''


