Confira outros trechos da entrevista do senador Bornhausen:
AE O PMDB está acusando o PFL de fazer jogo duplo: tentar derrotar o senador Jader Barbalho, aqui no Senado, e ao mesmo tempo tentar derrotar o senador Antonio Carlos Magalhães, dentro do PFL. Os peemedebistas falam que não aceitarão este jogo duplo do PFL. Existe isso?
Bornhausen Como o resultado prioritário é a unidade partidária é evidente que essa unidade não pode ser conseguida sem o senador Antonio Carlos Magalhães, que é um líder forte no partido, tem a sua bancada, uma expressão fortíssima em quase todo o País. Eu estou me fixando aí. Sei o quanto vale a unidade.
AE O PMDB vai além. Aposta que alguns integrantes do governo seriam os articuladores da candidatura do PFL. Fala-se também num acordo para não permitir a vitória do senador da oposição Jefferson Péres (PDT–AM). Existe algum compromisso do PFL com o Planalto?
Bornhausen Nós não estamos ligados ao Planalto na solução. E se tivéssemos, o que não poderíamos exigir é a retirada do Aécio Neves (candidato tucano à presidência da Câmara). Sabemos que isso é uma medida que o presidente não iria tomar. Também não quero que o presidente brigue com seu próprio partido. Então a nossa posição é uma posição independente do Planalto. A candidatura que nós tínhamos estava posta, continua com muita chance e nós estamos fazendo todo o esforço. Não nos resta outra opção aqui a não ser procurar uma terceira via.
AE Mas existe algum entendimento com o Planalto, ou a simpatia do presidente Fernando Henrique por uma eventual candidatura pefelista, já que este é o grande temor do PMDB?
Bornhausen Evidentemente se eu coloco que a minha candidatura só será posta no caso de eu ter 21 votos, eu não vou nem fazer consulta ao Planalto. Eu estou construindo, tentando construir a possibilidade de uma terceira via dentro da base do governo.

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