Não há plano B para 2014, avisa Bento
Além de externar preocupação com as contas de 2014 devido ao aumento da arrecadação baseado apenas no reajuste da inflação, o secretário da Fazenda, Paulo Bento, admitiu ontem ao presidente da Comissão de Finanças da Câmara, Mario Takahashi (PV), que não há "plano B" para engordar os cofres públicos este ano.
O que preocupa o secretário é o aumento da folha de pagamento com a contratação de mil servidores no ano passado, aliado ao reajuste de impostos e taxas baseado apenas no índice inflacionário, de 5,8%.
O gasto com pessoal, conforme mostrado ontem na audiência pública de prestação de contas, foi de R$ 475 mil no ano passado, correspondente a 46,5% do orçamento. A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece como limite de alerta quando atinge 48,6%.
Porém, ainda segundo os dados da administração municipal, esse percentual vem crescendo em ritmo considerável: se correspondia a 36% do orçamento no fechamento de 2011, subiu para 42% em 2012 e chegou a 43% em agosto passado, pulando para o índice atual em quatro meses.
Para combater o aperto, Bento cita o fortalecimento de táticas usadas em 2013, como o endurecimento contra os devedores de tributos. Também defende a atualização da Planta Genérica de Valores, ainda com rumo indefinido. (L.F.W.)





