Não há farra de publicidade, diz Barbosa Neto sobre ação
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sábado, 30 de outubro de 2010
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), recorreu ontem a comparações com o governo de seu antecessor, Nedson Micheleti (PT), para defender o aditivo contratual dos serviços de publicidade que divulgaram as ações pelos 75 anos da cidade, em dezembro de 2009. As explicações do pedetista, do secretário municipal de Gestão Pública, Marco Cito, e do chefe do Núcleo de Comunicação (N.Com), José Otávio Ereno, foram expostas ontem, em coletiva, um dia depois de o Ministério Público (MP) ingressar ação civil pública por ato de improbidade contra os três, a empresa Intervox Sistema de Comunicação Integrada S/S Ltda e a publicitária Renata Manttovanni.
Na ação, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público pede a devolução de cerca de R$ 20 mil aos cofres públicos. O dinheiro foi usado para o termo aditivo ao contrato firmado entre a Prefeitura e a Intervox para que fossem divulgados os eventos pelos 75 anos do município. Contratada por meio de carta-convite, a Intervox, no entendimento da Promotoria, teria realizado, por meio do aditivo, atividades que já teriam constado do contrato inicial, entre as quais o ''Revéillon de Luz'' e o show do cantor Ritchie.
''Divulgamos os eventos e esses recursos foram exclusivamente a emissoras de rádio e TV, e comprovadamente tivemos um desconto. Duvido que se tenha na história de Londrina vendido uma mídia tão barata quanto essa, sendo que em tempo pretérito tínhamos R$ 19 mil sendo gastos por dia'', afirmou o prefeito, segundo o qual, ''nos últimos oito anos, só por meio da Sercomtel, a Prefeitura gastou R$ 95 milhões, corrigidos, em publicidade''. ''Não há uma farra de publicidade sendo feita na administração municipal; quisemos homenagear a cidade. Mas como choveu, o show do cantor foi adiado e, até por uma questão de respeito, isso tinha de ser divulgado - antes (no contrato inicial) o fora só aos jornais. Não houve ilegalidade''.
Indagado sobre o motivo de, supostamente, a necessidade de divulgação em outras mídias ser a motivação - em função do mau tempo - para o aditivo, mas, mesmo assim, isso não ter sido exposto ao MP, antes de proposta a ação, o secretário de Gestão resumiu: ''Se essa pergunta me tivesse sido feita, eu teria respondido; se eu soubesse do que estava sendo acusado, não tenha dúvida de que eu saberia me defender. Mas, para mim, não era fundamental (esse ponto de esclarecimento)''.


