Não há essa hipótese, diz Amaral sobre suposta doação irregular
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terça-feira, 08 de março de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba O deputado estadual Tiago Amaral (PSB) negou ontem ter recebido ilegalmente R$ 200 mil para a sua campanha em 2014, conforme afirmou o auditor Luiz Antonio de Souza, principal delator da Operação Publicano. Segundo o parlamentar, que concedeu entrevista coletiva na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, todos os recursos angariados constam de sua prestação de contas e foram levantados de forma oficial, por um comitê financeiro específico. Foi a primeira vez que o político falou sobre as acusações, uma vez que anteontem sua assessoria havia dito que ele ainda não tinha conhecimento das declarações de Souza.
"Os candidatos têm de dividir ações e operações. Evidentemente que a campanha foi muito pesada. Então, o meu foco foi exclusivamente pedir voto. Foi exclusivamente levar os meus projetos e as minhas ideias com relação à política à população do Paraná. Não há tempo para outra coisa senão isso. Portanto, em hipótese alguma é verdade (o teor do depoimento)", disse. De acordo com o auditor, havia "ingerência política" na Receita Estadual em Londrina. Além de Amaral, teriam sido beneficiados o governador Beto Richa (PSDB) e o pai do deputado, o hoje conselheiro do Tribunal de Contas (TC) Durval Amaral.
"Em hipótese alguma. Ele (Durval) sequer participou da campanha", prosseguiu Tiago. "Tenho que destacar: eu não sou parte desse processo. Eu não vim acompanhando absolutamente nada em relação a isso. A partir deste momento, sou o maior interessado em esclarecer todas as situações que foram colocadas, e faremos isso. Vou analisar quais são e se são cabíveis alguns tipos de medidas jurídicas para que a gente possa de fato tomar providências, inclusive tomar conhecimento aprofundado do depoimento, que até agora eu só pude saber por vocês (jornalistas)."


