Curitiba - Para as concessionárias é imprescindível que seja preservado o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. O presidente estadual da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, disse que as empresas sempre estiveram à disposição para negociar.
No dia 14 de janeiro aconteceu uma primeira reunião entre as concessionárias com a intenção de ter um diálogo mais aberto entre as duas partes. ''Foi um início de conversa muito promissor'', disse.
Segundo ele, agora serão realizadas conversas com cada uma das concessionárias porque há peculiaridades técnicas e econômicas. Ainda não há uma data estabelecida para essas negociações começarem. Haverá uma primeira reunião para ajustar essa agenda com a presença da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), secretarias de Planejamento e de Infraestrutura e Logística. ''Acredito que é possível chegar a um consenso, com boa vontade e discussão equilibrada podemos chegar a um bom termo.''
Chiminazzo destacou que o governo quer obras novas e redução dos preços. Segundo ele, se tiverem mais investimentos nos contratos, seria necessário aumentar as tarifas. ''A alternativa é retirar as obras que não têm mais necessidade de serem executadas ou realizar algumas obras com prazo mais longo. As tarifas têm que ser suficientes para atender as necessidades das concessionárias'', destacou.
Ele explicou que há diversas formas de baixar as tarifas ou inserir mais obras. Uma delas seria prorrogar os contratos. ''Depois de oito anos do governo Requião, é um mundo novo do diálogo. Estamos vendo com bons olhos. Vamos negociar, mas preservando os nossos interesses.''
Em dezembro do ano passado, as tarifas de pedágio tiveram um reajuste médio de 5%. Agora, segundo ele, os preços vão depender das negociações. ''Não há como fazer previsões'', disse. Os contratos de pedágio foram assinados em novembro de 2007 e a cobrança começou em junho de 1998. Devem ficar em vigor até 2022, ou seja, 24 anos.

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