O prefeito Alexandre Kireeff rechaçou as críticas, afirmando que segue o proposto na campanha, que muito foi feito nos seis meses, que a falta de gestão no último mandato legou problemas profundos - é a primeira vez que o prefeito faz críticas diretas aos seus antecessores - e que não foi eleito como "salvador da pátria".
"Eu não fui eleito como salvador da pátria no sentido de oferecer soluções fáceis. As soluções são consistentes e elas virão, estão sendo elaboradas. Não foram 15 dias de chuvas que acabaram com o asfalto. Tem uma história de falta de manutenção, de opção por recape asfáltico apenas nos períodos eleitorais", declarou o prefeito. "O que vai mudar a história de Londrina é realmente a opção pelas mudanças estruturantes, como o equilíbrio das contas públicas, reorganização dos processos administrativos e não as ações de impacto imediato."
Kireeff disse que tem havido dedicação especial às áreas mais sensíveis, como saúde, setor onde houve a contratação de 60 profissionais, abertura de concurso para 432 vagas (sendo 111 novos cargos e o restante, reposição), compra de veículos e a abertura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará (zona oeste). "E enfrentamos e vencemos a dengue", pontuou. Na educação, a ideia é contratar, ainda este ano, 564 professores.
Mas, para o prefeito, o entrave em quatro importantes processos licitatórios (coleta do lixo, merenda escolar, transporte rural e gerenciamento do restaurante popular) não demonstram fragilidade no setor de compras da prefeitura ou da CMTU, no caso do lixo. "Um processo normal de licitação demora seis meses e nós precisamos lembrar que nos últimos seis meses da administração passada não houve licitações", justificou. Para ele, o fato de a CMTU ter optado por não renovar o contrato emergencial do lixo (mas, mantendo dispensas de licitações para alugar caminhões, contratar os coletores e comprar combustível) demonstra mudança em relação ao que era feito antes.
Kireeff acrescentou que, ao contrário de deficiências, a área técnica está em revolução. "Não havia gestão técnica. O processo administrativo não se atentava aos aspectos legais, técnicos e sempre se optava pela oportunidade política dos atos, deixando um rastro de irresponsabilidade que resultou em cassações, em prisões", criticou. "Essa parte técnica está em revolução. Está sendo implementada e é conflituosa, é complicada, mas vai se estabelecer, vai ser hegemônica, e não vai se submeter a interesses políticos e econômicos que muitas vezes prevaleceram em Londrina. Chegamos aqui para botar essa casa em ordem e vamos botar em ordem", concluiu o prefeito.

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