O comitê que defende a não venda da Sercomtel Celular promete hoje concentrar os últimos esforços na tentativa de convencer os indecisos. A idéia é cada partidário ligar para todos os parentes e amigos incentivando a participação no plebiscito e o voto contra a privatização. Além disso, entre ontem e hoje a expectativa era distribuir cerca de 50 mil panfletos e 10 mil adesivos.

''O pessoal todo vai estar na rua. Porque o grupo do ''Sim'' tem mais força, mas a gente faz a campanha de formiguinha, até porque não temos condições financeiras para colocar um aparato de boca-de-urna'', disse José Aparecido de Moura, diretor do Sinttel e um dos integrantes do Não. ''A gente avalia também que quem sai de casa para votar já tem opinião formada.''

Padre Manoel Joaquim, outro integrante do ''Não'', lamenta que a ''campanha massacrante'' dos partidários do ''Sim'', incluindo horários comprados em emissoras de rádio, possa influenciar no resultado. ''Por isso acho que os votos serão divididos'', estimou.

Outro flanco aberto pelo ''Sim'', segundo ele, está na própria Igreja Católica. Embora oficialmente a instituição tenha se posicionado neutra, o arcebispo D. Albano Cavalin manifestou apoio pessoal à privatização opinião que estaria repercutindo nas missas. ''Isso tem ocorrido e a Cúria tem feito vista grossa'', criticou.

Já Barbosa Neto (PDT) se afastou do ''Não'' por acreditar que o grupo se transformou em ''fogueira das vaidades''. Ele criticou: ''Não quero correr atrás de holofotes. Minha opção é ideológica.'' Barbosa acrescentou que não pretende ficar ''lavando a roupa suja'' da eleições do ano passado, quando foi derrotado por Nedson no segundo turno. (L.H.)

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