A diversidade de fórmulas matemáticas para definir o número de vereadores das Câmaras Municipais, está com os dias contados, no que depender do parecer do Departamento de Matemática da Universidade Estadual de Londrina. (UEL). Um estudo formulado pelo advogado Miguel Ramos, que congrega as diversas ''teorias'', mais a fórmula do próprio advogado, foi entregue ao departamento de Matemática na última sexta-feira. ''Eles vão dar um apontamento científico de como deve ser calculada a proporcionalidade entre o número de habitantes e o de vereadores, seguindo a Constituição Federal'', justificou o advogado, sem dar prazo para a divulgação do resultado.
O estudo de Ramos foi encomendado pela Organização Não-Governamental (ONG) Pés Vermelhos! Mãos Limpas!. ''Defendemos que seja reduzido (o número de vereadores de Londrina). Quanto, é a fórmula matemática que vai dizer'', disse Ramos. ''Se um município com um milhão de habitantes pode ter no máximo 21 vereadores, porque Londrina, com quase 500 mil tem 21. Não se está respeitando a proporcionalidade'', complementou.
Conforme o advogado, cada vereador de Londrina custa ao erário público R$ 10,6 mil mensais, entre salário e remuneração de um assistente parlamentar e um chefe de gabinete. ''O fato mais importante não é a economia, mas o aspecto legal.''
Segundo Ramos, a intenção da ONG, é promover um abaixo-assinado para tentar sensibilizar os atuais vereadores a adequarem o número de representantes do Legislativo antes das eleições de 2004. (C.O.)

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