Não estou aqui para fazer demagogia
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terça-feira, 14 de junho de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), voltou a defender ontem os aumentos nos salários e nas verbas de ressarcimento dos 54 deputados estaduais, sugerindo até mesmo um índice mais alto do que o já adotado em Brasília e informado por ele no dia anterior. "Não estou aqui para fazer demagogia. Entendo o momento crítico que estamos vivendo, mas há uma defasagem. Ela é real. Se for aplicar aquilo que fosse de direito, numa eventual correção, ultrapassaria a casa dos 40%. A Câmara Federal fez uma reposição de 24%", disse.
Segundo o tucano, os membros da AL, que internamente concordariam com os reajustes, têm agido de forma diferente quando questionados pela imprensa. Tanto o líder do governo na Casa, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), como o da oposição, Requião Filho (PMDB), se mostraram contrários à medida. "Se os deputados que se contrapõem a isso tiverem a coragem, aquilo que for por lei eu, com toda a clareza, não tenho nenhuma dificuldade em apresentar. Ocorre que muitos acabam lamentavelmente estimulando e na hora de assumir a responsabilidade não assumem", criticou Traiano, sem citar nomes.
Hoje, além dos vencimentos, de R$ 25,3 mil, e de uma cota de R$ 78,5 mil para contratação de 23 funcionários comissionados, cada parlamentar pode gastar R$ 31,4 mil por mês em despesas como combustíveis, telefone, assinatura de jornais, TV a cabo e alimentação. Com a aplicação dos 24% de reposição, o montante subiria para R$ 39 mil, o que significa um impacto anual de R$ 4,9 milhões aos cofres públicos. Já se o índice utilizado for 40%, a verba passaria para R$ 43,9 mil, ao custo extra de R$ 8,1 milhões por ano. Para que os acréscimos sejam implantados na AL, não é preciso votação em plenário; basta a publicação, em Diário Oficial, de um ato da Mesa Executiva.


