O secretário municipal de Gestão, Marco Cito, que deve ser chamado à Câmara para explicações na sessão de amanhã, alegou que o processo de contratação do Iprocade ocorreu ''dentro da legalidade''. ''Se o processo foi célere, que bom - isso deveria ser uma obrigação na maioria dos casos. Eu me dei esse prazo, porque o prefeito, mesmo, queria o concurso até o final do ano'', argumentou.
Sobre a escolha da empresa e a capacidade e experiência dela, questionadas pelos dois parlamentares, Cito justificou: ''O secretário (de Gestão) anterior (Kentaro Takahara) foi à região de Curitiba visitar o Iprocade, que, aliás, fez os dois concursos citados justamente para Guardas Municipais de cidades de São Paulo do porte de Londrina. Contratamos conhecimento, e o instituto, nesse sentido, tem profissionais da máxima expertise - além de ter concordado com uma cláusula de risco conforme a qual, acima de 4 mil candidatos, o concurso não teria custo algum ao Município'', concluiu.
As provas tiveram 5.347 inscritos. ''Não se exige tempo de experiência dentro da Lei de Licitações; e a propósito, não estamos comprando turbina de avião - a empresa não precisa de 50 anos de experiência. Os sócios dela é que precisam ser experientes'', finalizou Cito. (J.G.)

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