Não é venda, mas troca de controle acionário, diz Nedson
Defensor aberto da venda de toda a Sercomtel desde o plebiscito em 2001, o prefeito Nedson Micheleti (PT) admitiu ontem ter tido uma ''conversa nada formal'' com o governador Roberto Requião (PMDB) sobre o assunto, na semana passada. Sobre o futuro das negociações, contudo, o petista afirmou que vai aguardar o estudo de viabilidade solicitado pela Copel e que deve ser apresentado ao acionista majoritário nos próximos dias.
''Vou esperar esse posicionamento, pois é a partir dele que vamos conversar. Se o Estado achar que o empreendimento é viável, iniciaremos as tratativas de como será essa recomposição acinária'', disse o prefeito, que evita falar em venda de qualquer percentual dos 55% de ações. ''Não seria venda, mas uma recomposição acionária em que poderíamos figurar como minoria.
Essa é a intenção'', definiu.
Indagado se a conversa iniciada em 2006 pode ser concluída em 2007, o petista sinalizou: ''Acredito que ou passamos a ter um crescimento de mercado, ou vamos amargar prejuízo, dada a forte concorrência. É prejuízo na Celular, seu sei, mas isso afeta o grupo todo''.
Sobre a possibilidade de ceder à intenção de Requião de negociar apenas a Fixa, o chefe do Executivo municipal reforçou que ''há a possibilidade de ele aceitar (o todo)''. ''Tem que ter, pois a Celular não sobreviveria sem a Fixa'', comentou. Pelos balancetes divulgados ontem, a Fixa teve déficit de R$ 6 mi em 2006 (considerando as empresas coligadas), contra prejuízo de R$ 3,6 mi na telefonia móvel, no mesmo período. (J.G.)





