Após a decisão da AL de retirar de pauta o projeto que suprime direitos dos servidores estaduais, líderes do movimento grevista em Londrina disseram que permanecem em greve geral enquanto não houver um posicionamento definitivo do governo do Beto Richa.
"Pode ser apenas um recuo do governo para contar seus votos na Assembleia e garantir que, em uma oportunidade próxima, os projetos sejam aprovados", declarou o presidente do Sindicato dos Professores da Universidade Estadual de Londrina (Sindiprol/Aduel), Renato Lima Barbosa. "Não dá para acreditar em nada do que este governo diz."
"O recuo do governo não é uma vitória. Ganhamos apenas uma pequena batalha. Estaremos vigilantes e permanecemos mobilizados, em greve, até que seja arquivado definitivamente", declarou Márcio Ribeiro, presidente da APP/Sindicato, entidade que representa os professores das escolas estaduais. "Não cansaremos e não recuaremos."
Ontem, representantes do Sindicato dos Servidores do Hospital Universitário e outros hospitais públicos (SinSaúde), dos servidores técnico-administrativos da UEL (Assuel), dos professores das escolas estaduais (APP/Sindicato) e dos agentes penitenciários (Sindarspen), além do Sindiprol/Aduel, estiveram na Câmara Municipal de Londrina (CML).
A sessão ordinária, que tinha apenas um projeto em pauta (e acabou retirado pelo autor), foi suspensa e os todos os sindicalistas usaram a palavra para discursar contra o governo e pedir, mais uma vez, o apoio dos vereadores: que pressionem os deputados de seus partidos a não aprovarem o "pacotaço".
As galerias estavam lotadas com pelo menos 200 grevistas que, ao longo da sessão, gritavam palavras de ordem, como "Fora Beto Richa" e "Vergonha". Eles também criticaram os dois deputados da região –Tiago Amaral (PSB), de Londrina, e Cobra Repórter (PSC), de Rolândia – que votaram a favor do regime de urgência e criação de Comissão Geral para aprovação às pressas do pacote de Richa.
Os vereadores devem formar uma comissão para ir a Curitiba, depois do Carnaval, e tentar demover o governador da ideia de aprovar os projetos. O primo do governador, Gustavo Richa (PHS), foi um dos autores da proposta, dizendo que não concorda com a supressão de direitos trabalhistas.

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