Curitiba – Com a participação recorde de partidos nanicos nas eleições deste ano, o eleitor pode se preparar para uma presença desagradável na tevê: a tradicional tela azul, com a mensagem ‘‘Horário reservado para o partido X’’. Isso acontece quando, por algum motivo, um partido ou coligação não consegue entregar seu programa a tempo para as emissoras responsáveis pela retransmissão.
  O principal motivo no caso dos nanicos é, sem dúvida, a falta de dinheiro. A estratégia do PSTU, por exemplo, é usar programas genéricos para economizar verbas. ‘‘Dependemos principalmente da contribuição de militantes e a produção de programas é cara. Por isso, gravamos apenas um programa para cada candidato e reutilizamos o mesmo ao longo do período’’, explica Juliana Oliveira, assessora do partido.
  O PSB, que abrirá a participação dos candidatos a deputados federais paranaenses hoje, não havia ainda recebido seus programas (produzidos no Rio de Janeiro) até o final da tarde.
  Nem todos os nanicos estão com problemas, porém. O Prona, partido formado basicamente por empresários, tem um estúdio à sua disposição e pretende gravar seus programas diariamente. ‘‘Vamos fazer um programa atual, criativo, muito simbólico e irônico. Temos pouco tempo, mas vamos ser uma surpresa agradável na TV’’, comenta o presidente estadual do Prona, Ernani Moreno da Silva.

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