Nanicos se esforçam para poder competir
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quinta-feira, 04 de julho de 2002
Leandro Donatti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Uma lista extensa de políticos praticamente desconhecidos disputa o governo do Paraná neste ano. Na totalidade, filiados em partidos de pouca expressão e votos, os chamados nanicos. Assim como a Copa do Mundo deste ano foi marcada pelas zebras, eles torcem para que a eleição também represente a vitória dos mais fracos.
Claudemir Figueiredo (PSTU); José Gladston Bispo (Prona); Severino Nunes de Araújo (PSB); Achiles Batista Ferreira Júnior (PTC); Cirus Itiberê da Cunha (PSD); e Benedito da Silva (PMN). Pelo menos seis dos 13 candidatos postos até o momento nunca concorreram ao governo. Giovani Gionédis (PSC); Rubens Bueno (PPS); e Jamil Nakad (PRTB), apesar de integrarem partidos menores, têm mais visibilidade pelas funções que já assumiram.
Gionédis foi homem forte no governo Jaime Lerner (PFL). Respondeu pela casa Civil e pela Secretaria da Fazenda. Rubens Bueno é deputado federal há anos. Jamil Nakad é juiz aposentado e concorreu diversas vezes a cargos públicos. Nunca se elegeu.
Os nanicos odeiam que digam que suas candidaturas são laranjas, ou seja, de faz de conta para beneficiar candidatos fortes ou abrir brechas para negociações futuras. Alguns acreditam realmente que têm chances de vitória. É o caso de Cirus Itiberê da Cunha, do PSD, partido presidido pelo presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Moura. ''Temos a preocupação de lançar candidatura própria para dar mais visibilidade ao partido. Mas também temos confiança na vitória, por que não? Quem não morre não vê Deus'', filosofa Cunha.
Já o presidente estadual do PSTU, Diego Sturze, prefere manter uma avaliação mais racional das chances do seu partido, que lança o candidato Claudemir Figueiredo ao governo. ''Sabemos que não temos chances de vitória. Nosso objetivo inicial era coligar com o PT, mas as alianças de Lula com o PL e com o empresariado inviabilizaram essa meta. Lançamos candidatos próprios para podermos expor nossa maneira de fazer política''. (Com Rodrigo Sais)


