‘‘Nanicos’’ rejeitam o ‘‘chapão’’
O PPB e os pequenos partidos que devem apoiar a candidatura do governador Jaime Lerner à reeleição não aceitam a proposta do PFL de formar um ‘‘chapão’’ para disputar as eleições deste ano. De acordo com o deputado estadual Augustinho Zucchi (PPB) se a coligação na proporcional (candidatos a deputado federal e estadual) for uma imposição do governo ‘‘um abraço para a coligação’’.
Zucchi argumenta que seu partido tem uma chapa bem estruturada no estado e que é necessário preservar os candidatos do partido. ‘‘Seria injusto para com os companheiros, depois de formada a chapa, nós fecharmos uma coligação na proporcional’’, afirmou Zucchi. O deputado pepebista disse que o partido não vai aceitar nem mesmo a interferência de Paulo Maluf ou da direção nacional do partido. Ele adiantou que a posição da direção estadual é tão firme que na próxima segunda-feira o PPB se reúne em Curitiba para sortear o número com que cada candidato vai concorrer em outubro.
Para o líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PTB), seu partido não encontra nenhuma dificuldade para se coligar com o PFL tanto na candidatura majoritária (para governador) quanto na proporcional. ‘‘O PTB está numa situação confortável, pois em eleição o primeiro pré-requisito é ter voto’’, disse Rossoni, que lembrou que só um dos candidatos do partido, Carlos Simões, faz 120 mil votos.
Os chamados partidos ‘‘nanicos’’ (PSD, PTdoB, PSB, PST, PL, PSC, PSL e PRP) que já empenharam apoio à candidatura do governador Jaime Lerner também não aceitam a coligação na proporcional com o PFL e PTB. Eles simplesmente seriam engolidos pelos partidos maiores e iriam colaborar para a eleição dos deputados do PFL e PTB.
O presidente do PST, José Francisco Pereira, ex-presidente do PDT, está irredutível, pois entende que o PFL estaria usando os ‘‘nanicos’’ como trampolim para assegurar a eleição dos principais líderes do PFL.
Na última terça-feira, o governador Jaime Lerner se comprometeu com a bancada do PFL de levar para as negociações com os partidos que iriam fazer parte da chapa governista a proposta de coligação na majoritária e proporcional. A atitude do governador foi em resposta a um possível racha no partido caso todos não estivessem numa única chapa, apelidada de chapão. (JFS)

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