O nome do ex-governador Paulo Pimentel (PFL) é mais uma possibilidade para ocupar a candidatura de vice-governador na chapa de Jaime Lerner (PFL). Pimentel se reuniu ontem em Curitiba com o presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL), Cândido Martins de Oliveira, secretário-chefe da Casa Civil e recebeu o apoio à sua candidatura de oito pequenos partidos.
O deputado estadual Horácio Rodrigues, pré-candidato do PL ao governo do Estado, estava presente na reunião e disse que desistia de sua candidatura. Os oito pequenos partidos que apoiavam Horácio voltaram novamente a apoiar Lerner. Os partidos PSC, PRP, PSD, PTdoB, PL, PSL, PTN e PPS firmaram um acordo de integrar o ‘‘chapão’’ proposto pelo PFL, mas condicionam a nova decisão ao apoio à candidatura de Paulo Pimentel para vice-governador ou senador na chapa de Lerner. ‘‘Eu deixo minha candidatura em favor do meu amigo Paulo Pimentel’’, justificou Rodrigues. O PSB e PST vão apoiar Lerner, mas estão liberados de compor o ‘‘chapão’’ com PFL.
Paulo Pimentel se diz surpreso com esses apoios e principalmente com a nova possibilidade de vir a ser o vice na chapa de Lerner. ‘‘A idéia de ser vice me agrada, mas preciso de tempo para pensar’’, disse Pimentel. Para o ex-governador, fica mais fácil agora para o PFL decidir o nome do candidato a senador. Para o Senado, a chapa de Lerner pode lançar mão de duas opções além do próprio Pimentel: a vice-governadora Emília Belinati (PTB) e Rafael Greca (PFL).
A articulação para a candidatura de Horácio Rodrigues e posterior desistência do candidato foi comandada por Aníbal Khury. Os pequenos partidos se sentiam desprestigiados nas negociações com o governo e lançaram mão da candidatura de Horácio. Ontem, na hora do almoço, ainda como candidato, Horácio Rodrigues esteve na casa do senador Roberto Requião, pré-candidato ao governo do Estado pelo PMDB. Menos de duas horas depois, o candidato do PL anunciava sua desistência e declarava apoio a Lerner e a Pimentel. Para explicar a súbita mudança de idéia dos partidos nanicos, Aníbal disse que foi preciso apenas conversa. ‘‘Eles precisavam conversar com alguém que tem a fala fácil de político’’, justificou o presidente da Assembléia.

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