Curitiba - Os candidatos ao governo do Estado de partidos nanicos podem decidir nas próximas horas a quem darão apoio no segundo turno: ao governador eleito Roberto Requião (PMDB) ou ao senador Osmar Dias (PDT). Alguns já começaram a ser procurados. É o caso da professora Ana Lúcia Pires (PRTB), que teve a terceira maior expressão eleitoral, conquistando quase 10 mil eleitores. Ana Lúcia conta que já foi procurada pelas campanhas de Osmar e Requião, mas ainda não definiu quem vai apoiar. ''Vou conversar com os meus companheiros de partido antes de definir apoio para um ou para outro'', disse ela. O anúncio do apoio deverá ser feito apenas amanhã.
O candidato Antonio Roberto Forte (PSL) foi procurado apenas pela campanha de Requião. Ele pretende conversar com os militantes do partido ainda essa semana para definir apoio oficial a um dos dois candidatos. ''Vamos analisar as propostas. Aquele que prometer cumprir a nossa bandeira de luta que é baixar os valores do pedágio, ganhará nosso apoio'', confessou o caminhoneiro que conseguiu quase 2,2 mil votos no Paraná. O candidato Ivo Souza (PCO), que prometia não apoiar ninguém no segundo turno, já mudou o tom do discurso. Vai se reunir com as lideranças do partido e promete definição até o dia 15. Souza teve 781 votos no Paraná.
O candidato do PRP, Jorge Luiz Martins, não se sente credenciado para apoiar qualquer das candidaturas ao governo do Estado. Com 2,4 mil votos, Martins jamais apoiaria Requião. Para o candidato derrotado, Requião ''só fez brigas durante os quatro anos que esteve no governo''. ''Entrei na disputa por convicção, porque não queria que Requião permanecesse no poder. Agora me retiro de cena. Já comecei a trabalhar novamente nas minhas atividades empresariais'', confessou. O empresário Luiz Adão Marques (PSDC) vai dar apoio a algum candidato, desde que seja procurado. ''Não sei avaliar qual deles é o melhor. Se alguém me procurar, vou pensar'', declarou. Luiz Adão teve pouco mais de 3 mil votos.
O candidato Jorge Melo Viana (PV) deve ter reunião da Executiva hoje à noite, quando decidirá a quem vai apoiar. Melo Viana adiantou que a tendência é seguir junto com Requião. ''Estivemos coligados com o PMDB em várias eleições. Historicamente o caminho seria este'', ponderou. O PV também já esteve coligado em eleições anteriores com partidos como o PT, o PPS e o PDT (de Osmar Dias).

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