São Paulo - O Marronzinho está de volta. Raspou o bigode de antigamente e agora circula com a Bíblia a tiracolo. Mas José Alcides Marronzinho de Oliveira, candidato à Presidência em 1989, promete um retorno triunfal – com direito à mordaça que o tornou famoso no horário eleitoral. ‘‘Serei um anticandidato, tipo o Ross Perot’’, anuncia, garantindo que continua ‘‘contra tudo isso que está a풒. Apesar de ser de nenhum partido (e, portanto, ser inelegível), ele planeja comícios em São Paulo e campanha pela internet. ‘‘Meu programa é acabar com a candidatura corrupta e maçônica do (Anthony) Garotinho, que destrói a integridade espiritual de nossas igrejas evangélicas.’’
Marronzinho foi um dos pioneiros das candidaturas exóticas que surgiram com a redemocratização, em meados dos anos 80. Como ele, Armando Corrêa, ‘‘o candidato dos explorados’’, José Maria ‘‘Ei, Ei’’ Eymael e Levy Fidelix e seu aerotrem ganharam fama na política nacional.
Agora, além da volta garantida do ‘‘meu nome é Enéas’’ à TV, podem-se esperar mais discípulos de Marronzinho saindo dos 20 partidos nanicos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.

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