Nanicos disputam alguns minutos de fama na TV
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sábado, 04 de maio de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O Marronzinho está de volta. Raspou o bigode de antigamente e agora circula com a Bíblia a tiracolo. Mas José Alcides Marronzinho de Oliveira, candidato à Presidência em 1989, promete um retorno triunfal com direito à mordaça que o tornou famoso no horário eleitoral. Serei um anticandidato, tipo o Ross Perot, anuncia, garantindo que continua contra tudo isso que está aí. Apesar de ser de nenhum partido (e, portanto, ser inelegível), ele planeja comícios em São Paulo e campanha pela internet. Meu programa é acabar com a candidatura corrupta e maçônica do (Anthony) Garotinho, que destrói a integridade espiritual de nossas igrejas evangélicas.
Marronzinho foi um dos pioneiros das candidaturas exóticas que surgiram com a redemocratização, em meados dos anos 80. Como ele, Armando Corrêa, o candidato dos explorados, José Maria Ei, Ei Eymael e Levy Fidelix e seu aerotrem ganharam fama na política nacional.
Agora, além da volta garantida do meu nome é Enéas à TV, podem-se esperar mais discípulos de Marronzinho saindo dos 20 partidos nanicos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.


