A frente de pequenos partidos (PL, PSC, PSD, PPS, PRP, PTdoB, PTN e PSL) confirmou ontem, em Curitiba, a chapa majoritária para concorrer nas eleições de 4 de outubro. Antônio Macedo (PSC) vai ser o candidato a vice-governador do deputado estadual Horácio Rodrigues (PL). Para o Senado deve concorrer o ex-deputado estadual Newton Servo (PPS).
O delegado do PTdoB e PTN nas negociações com os governistas, Danilo D’Ávila, confirmou que o ‘‘racha’’ com os apoiadores da reeleição do governador Jaime Lerner (PFL) deu-se por causa do ‘‘chapão’’. O PFL condiciona o apoio dos pequenos partidos à coligação de todos numa única chapa, tanto na majoritária (governador e senador) quanto na proporcional (deputados federal e estadual). Os pequenos partidos avaliam que eles seriam prejudicados caso estivessem no ‘‘chapão’’ engordando os votos na legenda e contribuindo apenas para a eleição de deputados do PFL. ‘‘Eles querem que a gente coloque azeitona na empada deles’’, criticou D’Ávila.
D’Ávila disse que é provavel que os dois partidos que ele representa junto aos governistas possam recuar e apoiar novamente Jaime Lerner. Mas ele condiciona este apoio ao fim da pressão do PFL para que os pequenos partidos se incorporem ao ‘‘chapão’’. D’Ávila acredita que fora do ‘‘chapão’’ a frente dos pequenos partidos possa eleger de quatro a cinco deputados estaduais e um ou dois federais.
O secretário-chefe da Casa Civil, Cândido Martins de Oliveira, afirmou que as portas estão abertas para estes pequenos partidos e que pretende continuar a conversar com seus representantes. Cândido Martins não afasta a hipótese de ‘‘liberar’’ os pequenos partidos do ‘‘chapão’’, mas disse que isso depende do rumo das negociações com estas legendas. Cândido Martins lembrou que o PL e os outros partidos da frente já tinham empenhado apoio a Lerner num documento de 4 de maio.

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