‘Nanicos’ acham a lei antidemocrática
A lei de desempenho eleitoral é antidemocrática e impede a proliferação de partidos sérios e comprometidos com os diversos segmentos da sociedade. É desta forma que os presidentes dos pequenos partidos defendem a continuidade do atual sistema partidário brasileiro e rejeitam a cláusula do desempenho eleitoral. O presidente do PSTU, Gilberto Santos Cassapula, é um dos políticos que nem podem ouvir falar da aprovação desta lei. De acordo com ele, todos os partidos precisam ter liberdade para atuar. ‘‘A força de expressão e a liberdade serão tolhidas com a aprovação desta lei’’, declara Cassapula, ‘‘temos que continuar representando o povo, e a lei acaba sendo prejudicial ao nosso trabalho de representação’’.
O presidente do PSD, Onaireves Rolim de Moura, disse que está aguardando a votação da proposta, mas não acredita na aprovação. ‘‘Eu entendo que todos os partidos devem ter liberdade de expressão, e aprovar esta lei seria condená-los ao desaparecimento’’, diz ele.
O presidente da Comissão Executiva Nacional do Partido Federalista, que tem sede em Brasília e luta pelo registro definitivo da sigla, Thomas Korontai, afirma que não existem partidos ruins para o desenvolvimento ou crescimento de um país. ‘‘Eu acho que todo o partido precisa ter o direito de nascer a qualquer hora, qualquer minuto, qualquer segundo e em qualquer município, com condições de disputar uma eleição’’, argumenta. Para ele, impedir a criação de novos partidos é dar ‘‘um tiro na democracia’’.
Apesar de fazer parte de um partido com risco de ser extinto, o deputado federal Airton Cascavel (PPS-RR) diz que a cláusula do desempenho eleitoral é positiva para a reestruturação política do Brasil. ‘‘Acho que a lei acaba com os chamados partidos de aluguel e fortalece a democracia’’, salienta ele.
Já o presidente do PDT do Paraná, Nelton Friedrich, não concorda com a forma que a lei está estruturada. Apesar de fazer parte de um partido que não seria prejudicado, Friedrich diz que seria mais adequado ajustar a lei, dando um tempo para que os partidos se adaptassem. ‘‘Os partidos precisam de tempo para se adaptar e acho que isto poderia ser feito, se déssemos duas a três eleições para que todos se adequassem’’, diz ele. (L.P)

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