Nakamura é inocentado pelo TCE
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quarta-feira, 06 de novembro de 2002
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal de Contas do Estado (TCE) inocentou o ex-secretário de Estado do Meio Ambiente Hitoshi Nakamura das denúncias de prejuízo aos cofres públicos de cerca de R$ 32 milhões, em valores corrigidos, na construção de obras em Foz do Iguaçu. A decisão saiu na quinta-feira, mas só ontem tornou-se pública. As obras em Foz foram projetadas para a realização dos Jogos Mundiais da Natureza, através de convênio entre as pastas do Meio Ambiente e do Esporte e Turismo, em 1997.
A decisão, que inocentou Nakamura por três votos contra dois, foi feita com base em relatório do conselheiro Quiélse Crisóstomo, livrando Nakamura das denúncias de má-gestão de dinheiro público. O ex-secretário apresentou defesa, que foi considerada na análise do processo. A responsabilidade acabou recaindo sobre o ex-secretário do Esporte e Turismo Osvaldo Magalhães dos Santos, morto em acidente em 1998.
O conselheiro Nestor Baptista, que já havia pedido vistas ao processo, tem opinião diferente. Em entrevista à Folha, Baptista disse acreditar que o responsável é Nakamura. O conselheiro defende que o Ministério Público que já tem cópia do processo se manifeste sobre o caso o mais rápido possível. ''Os cofres públicos precisam ser ressarcidos'', disse.
O TCE já havia desaprovado a prestação de contas das obras, que foram projetadas para a realização dos Jogos Mundiais da Natureza, em 1997. De acordo com o tribunal, a empreiteira Itajuí, vencedora da licitação, chegou a receber R$ 11,1 milhões da Secretaria do Meio Ambiente antes de suspender os trabalhos. A direção da Itajuí informou, na época do julgamento, em 2000, que a empresa executou a obra até o dia em que o contrato terminou.
O ex-secretário Nakamura foi procurado para comentar a decisão do TCE. A reportagem foi informada que ele estava ocupado, e que ele retornaria a ligação, o que não aconteceu até o fechamento desta edição. Atualmente Nakamura é coordenador de Projetos Especiais na Universidade Livre do Meio Ambiente uma Organização Não Governamental (ONG) que presta serviços, entre outros, para o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A Folha tentou ainda ontem contato com o conselheiro Quiélse Crisóstomo, mas ele não estava em seu gabinete no TCE.
O deputado federal Joaquim dos Santos Filho (PFL), também foi procurado pela Folha, mas não retornou a ligação feita para sua assessoria.


