Nakad e Gionédis batem boca durante debate
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quinta-feira, 26 de setembro de 2002
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba A aposentadoria recebida pelo candidato do PRTB ao governo do Estado, Jamil Nakad, gerou bate-boca no debate ao vivo, transmitido ontem de manhã pela Rádio Transamérica Light, em Curitiba. A discussão começou no segundo bloco, quando o ex-secretário da Fazenda, candidato pelo PSC Giovani Gionédis, perguntou com quantos anos Nakad se aposentou e quanto recebe por mês.
Nakad, juiz aposentado aos 50 anos, ficou irritado. Disse que recebe a aposentadoria paga com dinheiro do contribuinte, mas não com dinheiro ''fraudado''. Nakad aproveitou a resposta para atacar Gionédis. Disse que ''quem passou pelo governo'' tem obrigação de explicar o que é feito com o dinheiro do povo.
Gionédis insistiu. ''Ele (Nakad) ainda não falou que ganha mais de R$ 10 mil por mês. Essas aposentadorias precoces têm que acabar'', defendeu. ''O que tem que acabar é a maracutaia dos precatórios, que é responsabilidade de quem foi do governo. Quando ele foi secretário não fez nada para corrigir'', rebateu Nakad, que recebe cerca de R$ 12 mil brutos por mês como aposentadoria.
De forma geral, o debate abordou os programas de governo dos quatro candidatos que participaram: além de Nakad e Gionédis, estavam Roberto Requião (PMDB) e Rubens Bueno (PPS). Os presentes também dispararam farpas contra os ausentes. O tucano Beto Richa, filho do ex-governador José Richa, foi chamado de ''Baby Richa'' por Requião, que também lembrou denúncia contra Alvaro Dias (PDT), por ter supostamente recebido dinheiro desviado da Prefeitura de Maringá para sua campanha ao Senado em 1998. ''Quem não vem é porque tem algo a esconder'', disse Bueno, engrossando o coro.


