Imagem ilustrativa da imagem Na volta do recesso da Câmara, PL sobre horas extras de servidores sai de pauta
| Foto: Devanir Parra/CML

Na volta do recesso da Cãmara Municipal nessa quinta-feira (1º), dois dos projetos mais polêmicos do Executivo foram retirados de pauta a pedido do líder do prefeito de Londrina Marcelo Belinati (PP) na Casa, o vereador Jairo Tamura (PL). Sem consenso com o Sindserv (Sindicato dos Servidores Municipais), a tramitação do PL (projeto de lei) 123/2018 que trata da revisão de cálculo de horas extras foi retirada de pauta pela sexta vez. Outra matéria que teve o processo suspenso foi o PL 42/2019, que tem objetivo de autorizar a permissão de uso de área no distrito de Maravilha. Neste caso, a oposição de um grupo de moradores da zona rural forçou a retirada.

Segundo Tamura, o projeto sobre as horas extras voltará à mesa de negociação. A ideia é costurar um novo texto que virá em forma de substitutivo para atender, em parte, as reivindicações da categoria. "Essas negociações atrasaram o debate. Mas estão chegando a um consenso." Questionado sobre a demora em votar o projeto que se arrasta desde julho de 2018, Tamura admitiu que a letargia o custo da Prefeitura de Londrina em processos trabalhistas por conta da divergência jurídica sobre o tema. "Pelo Executivo existe um entendimento diverso sobre o cálculo de horas extras e o sindicato discorda. Agora o momento é importante de não deixar essa conta para futuras administrações", defendeu.

Para o presidente da Câmara, Ailton Nantes (PP), é preciso ter celeridade no trâmite por conta da enxurrada de processos trabalhistas. "Precisamos minimizar isso e acabar com ações judiciais, e envolve não só os servidores porque indiretamente envolve toda a cidade, já que pesa nos cofres públicos. Por isso cobramos pressa também."

RESISTÊNCIA

Já a área municipal na Fazenda Taquara, de 280 mil metros quadrados, no distrito de Maravilha, é outra queda de braço que a Casa terá que resolver. Isso porque em primeiro turno de votação, por unanimidade, os vereadores autorizaram a permissão de uso à Associação Promocional Londrina Viva – Prolov, por prazo indeterminado, para construção de uma clínica para a entidade que trabalha na recuperação de dependentes químicos. Logo em seguida que o projeto ganhou publicidade, um grupo de moradores se posicionou contrário à medida.

O líder do prefeito disse que a matéria voltou para as mãos do Executivo porque os moradores querem mais esclarecimentos. Entretanto, Tamura não apontou qual será o futuro do projeto. Ou seja, se haverá mudanças no texto ou o arquivamento da doação. "O projeto foi divulgado, houve transparência, mas às vezes a comunidade só consegue olhar o projeto quando está mais próximo de votar. Por isso veio essa manifestação. Mas geralmente quando se chega à doação é sempre de áreas que estão paradas."

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