Na TV, PSDB pede saída de Dilma
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Lucas Vettorazzo <br>Folhapress 
Rio de Janeiro - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou ontem que o governo da presidente Dilma Rousseff vive seus "estertores" (agonia). Segundo ele, o "impeachment é uma previsão constitucional" que demanda componentes políticos e jurídicos para poder acontecer e que não cabe ao partido necessariamente apontar um caminho para isso. Aécio lembrou que o programa nacional de televisão do PSDB iria ao ar ontem e que a saída da presidente será um dos temas. "Eu falo hoje no programa de forma muito clara: a saída da crise se dará dentro daquilo que prevê a Constituição." "Não cabe ao PSDB (definir o motivo para) a saída, se via impeachment, cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral em razão das denúncias cada vez mais fortes de dinheiro da corrupção da Petrobras irrigando o caixa de campanha da presidente, ou pelo seu afastamento por livre e espontânea vontade", disse Aécio, pouco antes de participar de evento com as lideranças do partido no Rio.
O senador afirmou que o PSDB, na condição de maior partido de oposição, tem que trabalhar para que tribunais como Tribunal de Contas da União (TCU), que julgará as chamadas pedaladas fiscais do governo, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que avaliará as contas de campanha da presidente, tenham autonomia. "Não podemos permitir que ocorram constrangimentos ao tribunal de contas, que o TSE seja também constrangido e não faça seu trabalho."
Aécio afirmou que o PSDB fará uma investigação própria das contas de campanha da presidente, a fim de apurar se houve uso de dinheiro do esquema de desvios na Petrobras.
O tucano disse que a presidente já não se encontra mais em condição de governar o país. Um dos exemplos, disse, foi dar o comando do Ministério da Saúde ao PMDB em troca de apoio na Câmara dos Deputados. Aécio afirmou que o plano de governo da presidente é permanecer "por mais uma semana no poder".


