São Paulo - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, usou ontem o primeiro programa do horário eleitoral gratuito na TV para apresentar sua biografia, enquanto o candidato do PSDB, José Serra, mostrou imagens em contato com o povo. ''Ninguém faz as coisas quando não tem paixão'', disse Dilma na fala de abertura do programa, que abordou o engajamento da candidata na luta armada contra a ditadura militar.
Sobre a prisão na década de 70, a candidata disse que ''a arte de aguentar a cadeia é viver a cadeia''.
Lula aparece discretamente. Ele defendeu Dilma como a candidata ''mais preparada'' para governar o país.
Apresentada como o ''braço direito de Lula'', Dilma é descrita como responsável por coordenar os programas Luz para Todos, PAC e Minha Casa, Minha Vida.
Apareceram também cenas de infância da ex-ministra e de seu cotidiano como mãe, numa tentativa de desconstruir a imagem de ministra executiva e dura.
PSDB
No programa de Serra, o candidato foi exibido ao lado de pessoas que foram atendidas por políticas defendidas pelo candidato, como o mineiro Alex Gomes Alves, portador de síndrome de West, que hoje trabalha na federação das Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) em Belo Horizonte.
O tucano também apareceu em um churrasco em uma laje ao som do jingle de campanha, que diz ''quando Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero Lá''.
Sua atuação à frente do ministério da Saúde mereceu destaque no programa. Foram mencionadas a construção e reformas de hospitais, a implantação dos genéricos, a vacinação para idosos e o programa para tratamento de Aids.
Além disso, figuraram na TV o programa Saúde da Família, as AMEs (Ambulatório Médico de Especialidades) e os mutirões da saúde.
Sem criticar diretamente o governo, Serra disse que o ''Brasil avançou em muitas áreas, mas precisa melhorar em outras''.
PV
A questão ambiental foi o norte do programa da candidata do PV, Marina Silva. Foram usadas imagens do planeta Terra que remetem à destruição da natureza. O programa alertou sobre o uso de combustíveis fósseis, o degelo dos polos e a elevação dos mares, que poderiam submergir as cidades do Rio de Janeiro, Recife e Florianópolis.
PSOL
O programa de Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, narrou a biografia do candidato, com destaque para sua atuação no governo João Goulart e o exílio que sofreu com o golpe de 1964, além de sua atuação em defesa da reforma agrária.

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