Na TV, candidatos pedem segundo turno
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terça-feira, 02 de outubro de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
No penúltimo dia de horário eleitoral gratuito dos candidatos da majoritária, ontem, quatro dos seis prefeituráveis - Alexandre Kireeff (PSD), Barbosa Neto (PDT), Cheida (PMDB) e Márcia Lopes (PT) - veicularam mensagens sobre eventual segundo turno. Marcelo Belinati (PP), que lidera as últimas pesquisas divulgadas, insistiu na tese de vitória no primeiro turno. Valmor Venturini (PSOL) utilizou seu tempo para falar sobre saúde mental e a implantação de um serviço humanizado aos dependentes químicos.
Em seguida, foi a vez de Cheida, que abusou das imagens com eleitores expressando carinho pelo candidato. O programa abordou feitos de sua administração, entre 1993 e 1996, como a criação do Instituto de Pesquisa e Planejamento (Ippul), da Comurb (hoje, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), da internação domiciliar e do programa médico da família, entre outros, mas ''não parou no tempo'', informou o narrador, dizendo que depois disso Cheida foi um atuante deputado e secretário estadual do Meio Ambiente, na gestão do ex-governador Roberto Requião. O candidato cutucou Kireeff, que tem crescido nas pesquisas, com a proposta de uma administração mais eficiente. ''Não basta eficiência. É preciso também sensibilidade.''
O candidato do PSD foi o terceiro a exibir o programa, que começou com uma crítica às ''falsas promessas'' de políticos que passaram por Londrina nos últimos anos. Ressaltou seu mote de campanha, que é a ''eficiência, austeridade e o cuidado com a coisa pública'' e tratou de educação, prometendo mais vagas em creche, escola em tempo integral e uma faculdade na Zona Norte. Quanto ao desenvolvimento, reafirmou promessas do barracão para primeira empresa, a construção de um centro de eventos e de um parque industrial. Na área eleitoral, dirigiu-se aos indecisos, afirmando que a população tem a oportunidade de escolher ''quem irá para o segundo turno''.
O programa de Marcelo Belinati tratou novamente da saúde e profissionais da área, colegas do candidato, que é médico, prestaram depoimentos para falar de ''seriedade e honestidade'' do candidato. Eleitores mencionaram que Marcelo é ''ficha limpa'', porque não responde a processos judiciais. O pepista ressuscitou o projeto ''Vô'', de seu tio, o ex-prefeito Antonio Belinati, quando construiu o PAI (Pronto Atendimento Infantil) e logo após foi cassado pela Câmara, em 2000. Trata-se de um centro de convivência para idosos, que teria atividades culturais e atendimento especializado na área médica. O último depoimento foi do governador Beto Richa (PSDB), destacando que com Marcelo na prefeitura Londrina poderá receber recursos de todos os projetos do governo estadual. Por fim, após a exibição de pesquisas, Marcelo falou da ''vitória ainda no primeiro turno''.
O prefeito cassado Barbosa Neto listou obras realizadas em seu mandato, como as moradias do programa federal Minha Casa Minha Vida, a construção do Restaurante Popular, a redução da tarifa do transporte coletivo (que somente foi possível porque o município repassou subsídio às empresas), a construção de 18 escolas, dez postos de saúde e a compra de 78 mil uniformes escolares (que resultou em seu pedido de prisão pelo Ministério Público, já que o ex-prefeito teria recebido propina dos empresários que forneceram o material). Barbosa também levou ao ar um trecho de debate em que ataca o candidato pepista e eleitores falaram da possibilidade de segundo turno.
A última candidata foi Márcia Lopes, que começou o programa com o depoimento de eleitores ressaltando, mais uma vez, o fato de ser mulher e de que irá ''cuidar'' da população de Londrina. Assistente social, ela reforçou promessas como a ''rede de proteção social'', mais vagas em creches, educação integral e programas para jovens. Eleitores falaram que ela ''já está no segundo turno''.
Ao final, a candidata destacou sua atuação no Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, sua luta pelos ''mais pobres'' e comentou sobre como o Brasil mudou nos últimos anos, sob o comando de seu partido.


