Desde o início da década de 90 e depois de quatro eleições , o Poder Legislativo do Paraná continua se pautando por posturas conservadoras. No plenário e na tribuna, os deputados evitam discursos radicais. Um dos exemplos é o fato de a Casa ter aprovado, em maio do ano passado, moção para que o Congresso Nacional rejeitasse projeto de Marta Suplicy (PT) permitindo a união civil de homossexuais.
O deputado estadual e pastor evangélico Hidekazu Takayama (PTB), eleito deputado federal, até criticou o projeto na tribuna. O assunto gerou celeuma no plenário, que acabou manifestando-se majoritariamente contra a iniciativa da hoje prefeita de São Paulo.
Além de posturas pessoais, a Assembléia mantém-se fiel à cartilha neoliberal. Obedecendo à risca as diretrizes do governo federal, a maioria governista derrubou, em agosto de 2001, o projeto de iniciativa popular que impedia a privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel). O projeto, que revogava autorização já concedida para o governador Jaime Lerner (PFL) vender a estatal de energia, mobilizou a sociedade durante meses.
A Casa, que passou anos sob o controle de Aníbal Khury (PFL), morto em agosto de 1999, até hoje não tem tevê interna para divulgar a atuação dos parlamentares, nem sequer site próprio na internet, como outras assembléias do País. A do Rio Grande do Sul, por exemplo, tem um site que mostra o que acontece no plenário, nas comissões permanentes, e permite consulta a leis e proposições.
Os deputados defendem maior transparência, até para ter maior visibilidade junto ao eleitorado, mas até agora não há previsão para instalação de uma tevê interna na Assembléia do Paraná.(M.D.)

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