Curitiba - O maior aumento de tarifa 31% foi registrado na praça de pedágio da Ecovia, em São José dos Pinhais, a caminho do Litoral. Lúcio Carlos de Carvalho, 38 anos, classificou o reajuste como desnecessário e abusivo. ''O valor antigo já era alto, mas ainda acessível. Agora está impossível.'' Para o motorista, a população também deveria ter acesso à arrecadação das praças de pedágio do Estado e ao valor investido em obras. ''Nós não sabemos de nada, não dá nem para avaliar se o aumento se justifica.''
A indignação maior foi entre os caminhoneiros, que levam cargas ao Porto de Paranaguá e que pagam valores bem maiores de pedágio. ''Isso é um roubo! Onde está o compromisso que o governador (Roberto Requião) fez com o povo? Tem que ser homem com H e honrar o que ele prometeu, do pedágio baixar ou acabar'', reclamou o caminhoneiro Valdemir Alves, 36. Para ele, o valor ideal deveria ser de R$ 1 por eixo, mas o caminhoneiro pagou R$ 26,80, ''e o caminhão ainda estava vazio''.
Para Ernani Soares, 68, o aumento não se justifica. ''Isso é uma desgraça. Eu tenho 48 anos de estrada e nunca vi estradas tão ruins. Assim não dá; aumenta o pedágio, o petróleo, tudo!'', indignou-se. Os filhos de Soares, os caminhoneiros Márcio, 28, e Abélcio, 26, também se queixaram do aumento. Para eles, o preço justo seria de cerca de R$ 2 por eixo, mas, também pagaram R$ 26,80 para um caminhão sem carga.

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