Na pauta da CML, concessão de praça pode ser arquivada
O PL 85/2024, que repassa a Praça da Juventude para uma entidade filantrópica, foi criticado pelo Conselho de Esportes e por vereadores
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de novembro de 2024
O PL 85/2024, que repassa a Praça da Juventude para uma entidade filantrópica, foi criticado pelo Conselho de Esportes e por vereadores
Douglas Kuspiosz - Reportagem Local 

A concessão da Praça da Juventude da Zona Norte para a Associação Espaço de Convivência Missio Dei, prevista no PL (Projeto de Lei) n° 85/2024, pode ser derrubada pela CML (Câmara Municipal de Londrina) nesta quinta-feira (14). Até o fechamento desta edição, o texto seguia na pauta para votação na sessão, mas o líder do governo, vereador Eduardo Tominaga (PP), já havia ressaltado à FOLHA na semana passada que a matéria poderia "subir no telhado".
O presidente do CMELL (Conselho Municipal de Esportes e Lazer de Londrina), Joel Gaspar, afirmou à FOLHA que Tominaga sinalizou, em reunião com o Conselho, que a tendência é que o projeto de lei seja arquivado.
“Ele achou que não era uma boa, o projeto tem vícios e, como ele é líder do governo, sinalizou para arquivar. Mas, mesmo assim, ele vai conversar com os outros vereadores”, pontua o presidente.
Tominaga foi procurado pela reportagem nesta quarta-feira (13) e sua assessoria confirmou o encontro com o CMELL e que ele ainda faria uma reunião antes de tomar uma decisão sobre o projeto. A chance de retirada, contudo, é grande, já que a concessão do espaço público é rejeitada por vários parlamentares, conforme apurou a FOLHA.
“Queremos que a próxima gestão comece com as políticas [públicas] diferenciadas”, afirma o presidente do CMELL. “Queremos, sim, que alguém cuide da praça, mas de maneira que envolva todos os segmentos da sociedade, Prefeitura de Londrina, Fundação de Esportes, CMELL e comunidade”, completa.
ENTENDA
O projeto de lei do Executivo foi enviado para o Legislativo em abril e aponta que a entidade solicitou ao município a permissão de uso do equipamento público, que tem mais de 15 mil metros quadrados. A associação de cunho filantrópico assistencial, promocional, recreativo, esportivo e educacional existe desde 2018 e, em 2022, foi declarada de utilidade pública.
O complexo esportivo foi inaugurado em 2014 e vem sofrendo com o abandono nos últimos anos, sendo alvo de vandalismo.
Segundo o texto, a entidade pretende revitalizar o local para a realização de atividades esportivas e culturais, “preservando-o para a apreciação e desfrute de toda a comunidade”.
“Não queremos simplesmente fazer essa permissão ou essa concessão de uso. Temos que ter esse cuidado”, disse Tominaga na semana passada. “Vamos ver se realmente daremos continuidade ou se vamos retirar o projeto em definitivo.”


