Na Paulista, festa teve samba, churrasco e cerveja
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domingo, 30 de outubro de 2022
Alex Sabino e Luciano Trindade / Folhapress 
São Paulo, SP - Se estava decidido que a avenida Paulista, em São Paulo, seria liberada para a festa do vencedor da eleição presidencial, os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ignoraram a possibilidade de derrota. Desde o começo da tarde deste domingo (30), eles dominaram a região. Quando o anúncio da vitória de Lula, eleito novamente presidente, chegou, as cerca de 15 mil pessoas que já estavam na região explodiram em festa." Tá na hora do Jair, tá na hora do Jair já ir embora", começaram a cantar. Ela serviu para substituir o grito mais popular enquanto a apuração acontecia. Mesmo quando Bolsonaro estava na frente, os apoiadores do petista gritavam "Lula ladrão, roubou meu coração."
Foi uma festa desorganizada e totalmente de iniciativas individuais. Ao contrário do que aconteceu no primeiro turno, quando sua aparição era certa, as pessoas estavam em dúvida se Lula iria à Paulista ou não. Alguém levou uma caixa de som e a multidão cantou "Apesar de você" (Chico Buarque) e "Vou festejar" (Beth Carvalho). Depois, a trilha sonora teve o ritmo arrocha e música de Anitta, enquanto cervejas a R$ 10 eram compradas em doses cavalares e ambulantes vendiam espetinhos.
Era como se Lula, o candidato que prometera voltar a colocar picanha no prato dos brasileiros, tivesse transformado a avenida Paulista em um enorme churrasco na laje. Mesmo símbolos que eram considerados do bolsonarismo foram subvertidos neste domingo (30). Entre os simpatizantes do petista, compareceram eleitores com a camisa da seleção brasileira, com adesivos de Lula ou com o 13, número utilizado por ele na eleição presidencial, nas costas. Desde os protestos contra o governo de Dilma Rousseff, em 2015, a camisa amarela da equipe passou a ser usada como símbolo de oposição ao PT e, depois, pelo bolsonarismo. "Hoje isso acaba. A gente precisa terminar com essa visão. Quem disse que a camisa da seleção, a bandeira do Brasil, é do Bolsonaro?", questionou o publicitário Eduardo Campestre, 37, que usava uniforme da equipe da CBF e enrolado em uma bandeira do Lula.
Largo da Ordem
Em Curitiba, capital paranaense, centenas de pessoas se reuniram no Largo da Ordem, no centro, para comemorar a vitória de Lula. Em uma noite de calor atípico, bandeiras vermelhas e coloridas tomaram conta das ruas do centro histórico da cidade.
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