Na ONU, Lula vai defender combater ao terror
Nova York - Um dia depois de reunir 60 chefes de Estado e de governo para debater a ação internacional no combate à fome, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abrirá terça-feira a 59 Assembléia-Geral das Nações Unidas com um discurso contundente em defesa da paz no mundo. No plenário da ONU, Lula pregará a urgência de uma nova ordem política, social e econômica para derrotar a violência e o terror global, em uma sessão instalada sob o impacto do brutal assassinato de mais de 300 reféns por guerrilheiros chechenos na Rússia.
Ao contrário do ano passado, quando apresentou a política externa brasileira, no pronunciamento de estréia nas Nações Unidas, desta vez Lula fará um discurso que chamará a atenção para o desafio mundial de construir a paz e novos tipos de relação entre os países. Embora não cite os Estados Unidos, sua intervenção indicará uma visão totalmente oposta à do presidente George W. Bush, que ainda defende os ataques americanos ao Iraque e a guerra ao terror.
Lula deverá propor novamente uma ampla reforma da ONU, capaz de adequar sua estrutura à atual configuração mundial. Não é de hoje que o Brasil reivindica assento no Conselho de Segurança da ONU. (V.R.)





